Continua Biografia - Rádio Goiá

Saudade de Minha Terra
Sua Vida, Seus Amores, Suas Composições, Sua História...
Ir para o conteúdo

Menu principal:

Continuação - Biografia

Em novembro de 1955, quando mudva definitivamente para São Paulo e é bom lembrar que antes de ganhar o título de Saudade de minha terra, chamava-se Manhãs na Roça, e que Belmiro e Belmonte foi a primeira dupla a gravá-la, não fazendo sucesso, em seguida, com Belmonte e Amaraí, aí sim com muito sucesso.

O poeta já era notado como cantor e compositor da música sertaneja, e sua volta á terra natal, seria como tomar um fólego e alimentar-se do ar puro da praça da velha igreja Sant Ana, rever o lindo Poço Verde, pescar no Rio Paranaíba, rever os amigos e infância... E não deu outra foi carreata com amigos esperando na placa de 5 Km, foguetórios, faixas, festas e muita cantorias. Era o início de uma nova fase em sua carreira, pois morar em São Paulo já estava definido.

Com lágrimas nos olhos, Goiá partiu de Goiânia no último dia do ano de 1955, tendo como meta á cidade de São Paulo, grande eixo da música sertaneja.
Em são Paulo, gravou um disco com o TRIO MINEIRO, passando uma tempora n Rádio Nacional, nos programas do NHO ZÉ , Transferindo-se para a Rádio Bandeirantes, onde foi contratado como apresentador no programa Maiador da Fazenda, do seu amigo e parceiro, Zacarias Mourão, onde posteriormente foi lançado o programa Choupana do Goiá e ainda substituia eventualmente os saudosos, Capitão Bardoino e Comendador Biguá, em seus tradicionais programas: Brasil Caboclo e Serra da Mantiqueira.

No dia 23 de fevereiro de 1957, ás 17:00 horas, Goiá casou-se com Hilda Alves da Silva, na igreja São Rafael, na Mooca, em São Paulo, com qual teve três filhos: Robson, Mary e Hilger. Hilda é irmâ do famoso BIÁ da dupla Palmeira e Biá,  Biá e Dino Franco, Biá e Biazinho que são filhos de Mariano José da Cunha ( Mariano Theodoro )  e de Maria Luiza de Jesus,também coromandelenses, da familia de garipeiros dos Pereiras, Os Thedoro.

Permanceu na Rádio Bandeirantes, até meados de 1961, quando quase totalidade do mundo sertanejo, já havia gravado suas músicas: Pedro Bento e Zé da Estrada, Zilo e Zalo, Caçula e Marinheiro, Nenete e Dorinho, Tibaji e Miltinho, Souza e Monteiro, vindo mais tarde; João Mineiro e Marciano, Liu e Léo, Belmonte e Amaraí, Irmãs Galvão, Chitãozinho e Xororó, Mococa e Moraci, Valdery e Mizael e outros tantos...

Foi para a Rádio Nove de julho, a convite de Geraldo Meirelles e Zé Claudino, ainda como apresentador, ficando lá por uns dois anos, passando com Zacarias mourão uma temporada na Rádio Excelsior, e também com Biá e seus Batutas na Rádio Nacional, não mais voltando a apresentar programas de rádio, dedicando-se exclusivamente em compor e cantar.
O poeta ficou um período de 10 anos sem voltar a sua terra natal, Coromandel, pois como todo ser humano tem seu orgulho próprio, Goiá queria voltar á Coromandel, já consagrado com á música sertaneja. que durante o trajeto, Coromandel, Lagamar, Patos de Minas, Goiânia e São Paulo, nunca deixou de compor suas músicas, através das quais ele chorava a saudade de terra, dizendo ser o mair sacrificio esta ausencia prolongado de sua cidade, sua gente e seus amores...

Três pessoa, Sinval Pereira, Osvaldo Alfaiate e a Conceição do Bino,  juntamente com outros amigos do poeta Goiá, promoveram uma vinda a Coromandel para prestar-lhe algumas homenagens e o Poeta não esperava tamanha festança, viraram noites, cantando, bebericando,, comendo torresminho com mandioca, contando causos e recordando os bons tempos que não voltam mais, isto por volta de 1975 passando por lá o seu aniversário nas fazendas do Oduvaldo, do Rlias Pena, Osvaldo Alfaiate, visitando o Poço Verde, pescando no Rio Paranaiba e assim ele se expressou em uma de suas mais lindas canções, momentos que ele mesmo dizia nunca poder pagar através dos seus pobres versos.

...Expressou também, como se sente o ser humano longe da sua tera natal, falou também em sua nostágica saudade isso tudo em poemas.

Em 1969, Goiá foi homenageado em Coromandel: A antiga Rua João Alfredo passava a se chamar Gerson Coutinho da Silva.

Um dia, para a alegria do povo de Coromandel, Goiá e Biá gravou o seu primeiro LP, com todas as composições de Goiá, e muitas falando de Coromandel e Estado de Goiás, sendo que naquela é poca o seu parceiro e cunhado era bem conhecido na música sertaneja, através da dupla Palmeira e Biá, assim concretizando de vez seus sonhos no âmago de sua alma.

Mas nem tudo foi um mar de rosas, além das dificuldades que todos enfrentam neste País, ele tinha também o seu laedo de esposo e pai, sempre mostrando um carinho muito grande pela sua família, e ai passou a ver o lado financeiro de suas músicas, pois até então, de direitos autorais, muito pouco recebia, devido a não regulamentação e seriedade desses direitos no Brasil; como por exemplo, Goiá compôs a trilha sonora do filme A vingança de Chico Mineiro, onde nada recebeu pelo grande trabalho e de uma qualidade indiscutiível, pois o produtor do filme desapareceu sem qualquer acerto e aí Goiá não recorreu á justiça como não o fez em nenhum outro caso sobre direitos autorais.

Tomamos a liberdade de abrir qui um parêntese para comentar uma grande virtude do poeta Goiá:

( A sua hummildade era tanta, chegando a ponto de não gostar de falar do lado finnceiro de suas músicas, queria t]ao somente ser o Goiá-Poeta. humilde e carismático, que nunca se omitiu sobre sua pequena terra natal, o Coró dos seu amores, que ficou assim, conhecido em todo o Brasil).

Nos anos senta, mais ou menor 1971, começa um tempo negro em sua vida: Goiá passou a ser portador de diabetes e como ele mesmo dizia, abusava muito de sua saúde, não se alimentando corretamente, passando longos perídos de viagens e cantorias, ficando até três anos sem fazer um exame de sangue. E foi em dezembro do ano de 1979 , nos exames realizados em Uberlândia, que fiou comprovado: além do açucar no sangue, Goiá era portador de cirrose hepática, já bem acentuada, e ascite, água no peritônio.

De volta á ~São Paulo, começou a corrida aos hospitais na tentativa de estacionar a cirrose, e com isso ele perdia peso asssustadoramente. Foi quando em Novembro de 1980, já vivendo praticamente só de cama, transferiu-se para Uberaba, ficando mais perto de Coromandel, podendo ser visitado frequentemente pelos seus conterrâneos, trazendo pra si, forças para continuar, mesmo acamado, a escrever suas canções.

Aqui está a sua última canção, musicada pelo parceiro Praense:

Os olhos azuis de cristo ( Goiá )
Vem chegando a nova aurora, nes quarto de hospital,
Onde estou lutando agora, contra as dores de meu mal,
Mas de um ponto do infinito. Deus me manda um sinal,
Um sorriso tão bonito, sobre um manto angelical.
Adormeço na doçura,  de um mundo nunca visto,
Envolvido na ternura, dos olhos azuis de cristo ( bis)
Rosto amado de Jesus, meigo olhar de mansidão,
Guardião que me conduz, nesta peregrinação.
Eu me sinto elevado, contemplando a imensidão.
Um universo abençoado, pela força da oração.

Nos últimos anos de sua vida, Goiá já escrevia para o estilo sertanejo moderno, e já era gravado por Chitãozinho e Xororó, João Mineiro e Marciano, Cesár e Paulinho, Milionário e José Rico, Duduca e Dalvan, Chico rey e Paraná e muitos outros; quando no dia 20 de janeiro de 1981, ás 8:00 horas da manhã faleceu no hospital São Lucas em Uberaba , Minas Gerais, o poeta e compositor sertanejo, Gerson Coutinho da Silva, Goiá aos 46 anos de idade. O seu corpo foi levado para Coromandel e esperado por uma multidão de pessoas, exatamente na placa de 5 km, onde outrora foi sempre esperado pelo seu povo.

Seu corpo foi velado na Igreja Santana e supultado no Cemitério Municipal de Coromandel, no dia 21 de janeiro de 1981.
No túmulo, ainda não ficou escrito o que humildemente pediu: A gravação talhada na pedra:
Uma saudade amarga e cruel de Coromandel em Minas Gerais e seu nome somente com as iniciais
G.C.S. como pediu em uma das suas lindas canções mostrando mais uma vez a sua natureza humana:
A humanidade, que era o seu gesto maior.

Saudade de Coromandel ( Goiá )

... No dia em que a morte com sua inclemência,
Tirar-me á vivência com outros mortais,
Imploro ás pessas, as quais considero,
na campa só quero as iniciais ( G.C.S.)
Mas deixem na pedra, bem fundo gravado,
De jeito que nada apague os sinais:
Uma saudadde amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.

Goiá é uma página do livro da história da humanidade, e pra COROMANDEL e o BRASIL. Goiá é a página cultural modelo, composta de rara preciosidade: a humilde que ficará grava na mente como um rastro de saudade que nenhuma tempestade conseguirá apagá-lo.

Família Coutinho

Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal