Goiá - Músicas Letra S - Rádio Goiá

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Saudade de Coromandel
Goiá
Composição: Goiá / Biazinho

Quem é neste mundo que não tem saudade,
Da felicidade que não volta mais.
Do verde esperança, de um vale formoso,
Do tempo saudoso dos queridos pais.
Eu vivo sofrendo de tanta saudade,
De uma cidade, razão dos meus áis.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.
Eu tinha meu mundo na fonte do açude,
Na mansa quietude dos velhos quintais.
De um mundo de cores eu fui companheiro,
Foi tão passageiro mas lindo demais.
Me lembro até hoje com todo carinho,
Do sabiazinho, lá nos laranjais.
Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais.
O dia em que a morte com sua inclemência,
Tirar minha vivência com outros mortais,
Imploro às pessoas, às quais considero,
Na campa só quero as iniciais.
Mas deixem na pedra bem fundo gravada,
De jeito que nada apaga os sinais:
"Uma saudade amarga e cruel,
De Coromandel em Minas Gerais".
Saudades da Minha Terra

Sergio Reis
Composição: Goiá / Belmonte

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada começa a cantar
Com satisfação arreio o burrão
Cortando o estradão saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no jequitibá
Por nossa senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas essa morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado
Que saudade imensa do campo e do mato
Do manso regato que corta as campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas
Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida, que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

Saudade de Goiás
Belmonte e Amaraí

Goiás é saudade em tudo que falo.
Ás vezes me calo por essa razão.
Mas o Valdomiro Bariani Ortêncio.
Rompeu o silêncio do meu coração.
Porque em seu livro "Sertão Sem Fim".
Mandou para mim recordação.
Em seus personagens eu vi os goianos.
Que há quase dez anos não posso mais ver.
A grande saudade bateu em meu peito.
Não tive outro jeito se não escrever.
Humilde mensagem á terra querida.
Que nunca na vida irei esquecer.
Goiás encantado dos meus vinte anos.
De sonhos e planos que longe deixei.
Recordo saudoso fiéis amizades.
Nas belas cidades por onde eu passei.
Será que em Goiânia reside ainda.
A moça mais linda que tanto amei.
Quisera expressar-me com todo carinho.
Mas nesse disquinho não pode caber.
É apenas a mostra da mágoa sentida
Que faz nessa vida a gente sofrer
Goiás eu espero que a deusa da sorte.
Não mande-me a morte sem antes de ver.
Quando meu lembro as doces poesias do Lago das Rosas.
Da minha campina das noites formosas.
Deu um certo carinho que foram só meus.
Tempos felizes que os anos levaram.
Deixando a saudade de um dia sublime de felicidade.
Que foram por certo presente de Deus.

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